Parking News

Desde o dia 1º de julho estão valendo as tarifas reajustadas dos pedágios das estradas paulistas. O aumento, que pode chegar a 5,22%, vale para as vias administradas por concessionárias e baseia-se no IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado) e no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), destaca o UOL Notícias.
A notícia desanimou os motoristas que dependem das rodovias. É o caso do engenheiro Raphael Siqueira, que percorre cerca de 180 km, de segunda a sexta-feira, para ir da região de Campinas, no interior do Estado, até Barueri, na região metropolitana de São Paulo, onde trabalha. Para ele, a tarifa mais cara tem impacto direto no que sobra do seu salário no final do mês.
"Eu pagava R$ 13,50 para ir e R$ 16,30 para voltar, o que dava R$ 29,80 por dia. Agora serão R$ 31 por dia. Se considerarmos os 22 dias úteis do mês, eu gastava R$ 655,60 e passarei a gastar R$ 682. Essa diferença de mais de R$ 26 é praticamente um dia a mais de pedágio no mês", calcula.
Santos
"Se você for pensar pela conservação da estrada, o pedágio é válido. O grande problema mesmo é ter que pagar mais e ainda contar com a insegurança", completa o engenheiro Rafael Stella, que atualmente mora em São Paulo, mas vai a Santos, no litoral paulista, todo final de semana para visitar a família.
Ele gasta ao menos R$ 100 por mês em pedágios. O valor é ainda maior quando vai a Santos durante a semana ou quando precisa pagar o pedágio do Guarujá para chegar ao litoral norte.
Segundo o engenheiro, apesar do alto valor desembolsado, as histórias de assaltos nas estradas são recorrentes. "Todo mundo sempre escuta alguma história de alguém que foi assaltado no caminho, principalmente para quem pega a Anchieta. Em feriados e na alta temporada, o trânsito faz o motorista um alvo fácil para os bandidos", afirma.
A tarifa no sistema Anchieta-Imigrantes passa de R$ 17,80 para R$ 18,50, na descida, e de R$ 8,20 para R$ 8,50, na subida da serra.
Ribeirão Preto
Quem costuma viajar para cidades distantes da capital sofre ainda mais com o valor desembolsado. A coordenadora de recursos humanos Luanda Farinha vai em média três vezes por mês para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Em cada viagem, para percorrer 640 km (ida e volta), ela gasta cerca de R$ 85, o que totaliza R$ 255 no mês.
"As estradas são boas, não posso reclamar. Já precisei usar o serviço 0800 e fui rapidamente atendida. Mesmo assim, acho que o valor cobrado não compensa. Não é para tanto. É muito caro", afirma.
Fonte: UOL Notícias, 1º de julho de 2010

Categoria: Geral


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