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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou setembro com alta de 0,57%, ante uma variação positiva de 0,41% em agosto, informou dia 5 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta desde abril, quando o indicador tinha ficado em 0,64%. Em setembro de 2011, o IPCA tinha sido de 0,53%. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, ressalta a Agência Estado.
Até o mês passado, o IPCA acumula altas de 3,77% no ano e de 5,28% nos últimos 12 meses, afastando-se ainda mais do centro da meta estabelecida pelo governo, de 4,5% no ano. A inflação de 5,28% em 12 meses é a maior desde fevereiro, quando tinha registrado variação de 5,85%.
Alimentos pressionam
O grupo Alimentação e Bebidas registrou uma alta de 1,26% em setembro, com um impacto de 0,30 ponto porcentual na taxa de 0,57% do IPCA do mês, o equivalente a mais da metade (53%) da inflação de setembro. O aumento foi ainda maior que o de agosto (+0,88%).
O tomate enfim deu uma trégua, com queda de 12,88% em setembro. Como resultado, o item exerceu o principal impacto negativo na inflação no mês (-0,05 ponto porcentual).
Na direção contrária, o item carnes teve o principal impacto positivo. Os preços subiram 2,27%, um impacto de 0,06 ponto porcentual no IPCA do mês.
A alta nos preços dos alimentos já chegou a 6,43% no acumulado deste ano até setembro, aproximando-se do aumento verificado durante todo o ano de 2011, quando foi de 7,18%.
"Alguns alimentos aparecem com redução de área plantada, por isso tiveram produção bem menor, como o arroz. Aliado a isso, temos a seca tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e na Rússia, o que fez com que a produção diminuísse para vários alimentos, como soja e milho", justificou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
Habitação
As despesas com habitação tiveram o segundo maior peso na inflação de setembro. A alta no grupo passou de 0,22% em agosto para 0,71% em setembro, o que resultou numa contribuição de 0,10 ponto porcentual na inflação de 0,57% no mês. O grupo só ficou atrás do impacto causado pelo aumento nos alimentos.
Fonte: Agência Estado, 5 de outubro de 2012

Categoria: Geral


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