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A cada dia mais lotada, a linha 3-vermelha do metrô de São Paulo, cenário da colisão entre dois trens na manhã do dia 16, recebeu menos investimentos do governo do Estado na comparação entre os anos de 2010 e 2011. De acordo com dados do próprio Metrô, no total, foram investidos na linha R$ 236 milhões no ano retrasado, contra R$ 188 milhões do ano passado - o que representa uma retração de 20,4%. No mesmo período, o número de passageiros transportados saltou de 329 milhões para 336 milhões - aumento de 1,91%, informa reportagem do UOL.
A linha 3 é o principal meio de transporte da população que vive na zona leste, região mais populosa da capital, cortada ao meio pela malha metroviária. Por conta disso, a linha é a campeã no número de passageiros transportados entre todas as linhas da capital paulista, que tem o metrô mais lotado do mundo.
Em 2011, a média de passageiros transportados na linha 3 nos dias úteis foi de 1,1 milhão por dia, o que dá oito usuários por metro quadrado - nos horários de pico, o número sobe a mais de 11. O limite de lotação, segundo o Comet - comitê que reúne os principais metrôs do mundo -, é de seis usuários por metro quadrado.

Investimentos no metrô
Linha 2010 2011 Variação
1-azul R$ 181,2 milhões R$ 197,7 milhões 9,1%
2-verde R$ 70,9 milhões R$ 65,9 milhões -7,1%
3-vermelha R$ 236,2 milhões R$ 188 milhões -21,4%
5-lilás R$ 4,2 milhões R$ 2,6 milhões -38,1%

A redução de investimentos no metrô não atingiu somente a linha 3. Com exceção da linha 1-azul, todas as outras sofreram cortes nos investimentos entre 2010 e 2011 e viram o número de passageiros aumentar no mesmo período. No total, foram investidos no metrô R$ 1,7 bilhão em 2010, contra R$ 1,2 bilhão em 2011, redução de 32%. A conta não inclui os investimentos na linha 4-amarela, administrada por uma empresa privada.
Os dados sobre os investimentos foram divulgados no relatório anual administrativo do Metrô. Para o sindicato, as falhas recorrentes nos últimos meses e o acidente do dia 16 são fruto da falta de investimentos no Metrô.
Em nota, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos afirmou que "em nenhum momento o governo de São Paulo deixou de investir no transporte metroferroviário".
A secretaria diz ainda que, até 2015, serão investidos R$ 45 bilhões na compra de trens, expansão e modernização do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O governo do Estado questiona ainda a falta de repasses da União para investimentos no metrô.
A colisão entre dois trens da linha 3-vermelha do metrô de São Paulo deixou dezenas de pessoas feridas entre as estações Carrão e Penha, na zona leste de São Paulo. Com ferimentos leves e médios, elas foram encaminhadas a hospitais da região.
O secretário de Transportes, Jurandir Fernandes, confirmou que o acidente foi provocado por uma falha no circuito eletrônico da linha, que é responsável pelo controle da velocidade. Segundo o presidente do sindicato dos metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, o maquinista relatou que, enquanto o trem estava em movimento, o circuito emitiu um alerta de acelerar em vez de frear ao se aproximar da outra composição, que estava parada nos trilhos. O maquinista então operou o trem manualmente para freá-lo. Segundo Prazeres, toda composição do metrô conta com o sistema automático que, ao registrar a distância de 150 metros entre o próximo trem, aciona o freio - o que não aconteceu. Ainda segundo o sindicato, uma falha mecânica no sistema foi relatada horas antes da colisão entre os dois trens.
Uma comissão de segurança foi nomeada para avaliar as causas da falha que causou o choque.
Este foi o primeiro choque de trens com passageiros da história do metrô de São Paulo.
Fonte: UOL, 17 de maio de 2012

Categoria: Geral


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