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O etanol hidratado, utilizado nos veículos flex, só voltará a ser competitivo frente à gasolina no Brasil em dois ou três anos, afirmou dia 30 de maio o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Alan Kardec. No intervalo de um evento no Rio de Janeiro, ele disse que o cenário de oferta e consumo de etanol no país ainda é muito imprevisível, o que afeta a competitividade do biocombustível.
"Temos hoje uma grande imprevisibilidade de oferta e consumo de etanol no país", disse Kardec, segundo a Reuters.
A afirmação foi feita num momento em que a produção de etanol no Brasil luta para se recuperar, com a oferta de cana podendo apresentar um crescimento relativamente pequeno na comparação com a fraca safra do centro-sul da temporada passada, segundo dados da indústria.
Apesar de uma produção menor neste início da safra, o preço do etanol hidratado registrou queda pela terceira semana consecutiva no principal Estado produtor do Brasil (São Paulo), informou análise do Cepea, destacando que a queda da cotação nas usinas tem relação com o pequeno interesse de compra das distribuidoras, considerando a competitividade da gasolina.
O preço da gasolina é controlado pela Petrobras. Usinas, por outro lado, também têm obtido melhores lucros com a produção de açúcar.
No acumulado da safra até 15 de maio, a produção de etanol (anidro e hidratado) no centro-sul diminuiu 39,28%, alcançando 1,32 bilhão de litros.
Também presente no seminário sobre o setor de combustíveis realizado no Rio de Janeiro, o diretor de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, comentou: "Esse ano ainda vai ser um ano de dificuldades para o etanol, não só por questões climáticas, mas porque parte do setor ainda atravessa dificuldades financeiras".
"A safra deve vir um pouco maior, mas o crescimento é modesto", comentou Dornelles.
Fonte: agência Reuters, 30 de maio de 2012

Categoria: Geral


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