Parking News

A novela da construção de garagens para acomodar os carros que, em número cada vez maior, não encontram local para estacionar, principalmente na região central da capital, se arrasta há 15 anos e já se transformou numa demonstração de falta de respeito das autoridades municipais para com os paulistanos, porque nenhum dos muitos projetos anunciados, em geral com estardalhaço, saiu do papel até hoje. Em 1996, o então prefeito Paulo Maluf prometeu - e não cumpriu - construir estacionamentos subterrâneos nas Praças Ramos de Azevedo e República, como mostra reportagem do Jornal da Tarde.
Depois foi a vez de seu sucessor, Celso Pitta, que disse que faria o mesmo sob a Rua Xavier de Toledo, o Largo da Concórdia e a Praça Ragueb Chohfi, no Parque D. Pedro II. Na lista da prefeita seguinte, Marta Suplicy, estavam outros locais, como Largo do Paiçandu, a região do Teatro Municipal e o Mercado. Em 2009, Gilberto Kassab inovou: em vez de em estacionamentos subterrâneos, as vagas seriam criadas em 64 edifícios-garagem, construídos em vários pontos da cidade. Esse último projeto também acaba de ser abandonado.
A atual administração garante que até janeiro do ano que vem apresentará outro para substituí-lo. Nesse meio tempo, depois de tantas promessas, não custa fazer mais uma: a intenção é construir estacionamentos subterrâneos no Mercado Municipal, no Pátio do Colégio e na Praça João Mendes. O secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra, justifica tais escolhas dizendo que "esses três locais são demandas bem localizadas, que já tinham pré-projetos da Prefeitura". Os editais para a concorrência devem ser publicados até o fim de julho. Quanto à definição do projeto a ser anunciado em janeiro, ela "depende de uma pesquisa de origem e destino, do fluxo dos carros que andam pela cidade. Podemos estimular a criação de estacionamentos próximos a polos de transporte coletivo, como terminais", segundo Cintra. Acrescenta que se poderá optar por estacionamentos subterrâneos ou por garagens verticais, dependendo do local escolhido para a construção.
Numa cidade em que se estima que 800 carros novos entram em circulação por dia, a criação de novas vagas de estacionamento para atender a essa demanda crescente é indispensável.
Fonte: Jornal da Tarde (SP), 31 de março de 2011

Categoria: Mercado


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