Em dezembro, o IPCA teve alta de 0,37% e ficou abaixo do 0,46% registrado em novembro. Desta vez, o IPCA anual ficou dentro do centro da meta estipulado pelo governo para o período, que é de 4,5%, e ficou bem próximo dos 4,29% esperados pelo mercado.
Variação do IPCA por grupos
Segmento Inflação
Despesas pessoais 8,03%
Educação 6,13%
Vestuário 6,11%
Saúde e cuidados pessoais 5,35%
Alimentos 3,18%
Artigos residenciais 3,04%
Transportes 2,36%
Comunicação 1,08%
Segundo o IBGE, os alimentos, que influenciaram fortemente o IPCA de 2008, com alta de 11,11%, foram os responsáveis por abrandar a inflação no ano passado, quando tiveram variação bem menor, de 3,18%.
Dentro desse segmento, o IBGE explica que, mesmo com a safra nacional de grãos de 2009 tendo ficado 8,3% inferior à de 2008, alguns produtos importantes encerraram o ano passado com uma produção maior. Foi o caso do arroz e do feijão, cujos preços tiveram queda de 13,14% e 37,43%, respectivamente, ajudando na desaceleração dos preços do grupo geral.
Dentre os grupos pesquisados, o de Despesas Pessoais teve a maior alta em 2009, de 8,03%, puxado pelo aumento nos preços de serviços pessoais (7,5%) e cigarro (27%). Na contramão, o segmento Comunicação teve a menor alta, de 1,08%.
No segmento de não alimentícios, cuja inflação foi de 4,65% no ano passado, merecem destaque o aumento nos preços de colégios particulares (5,94%) e empregado doméstico (8,73%). De acordo com o IBGE, neste grupo, poucos foram os itens que apresentaram queda nos preços, como foi o caso de carros usados (-11,9%) e gás veicular (-8,48%).
Os preços dos combustíveis encerraram 2009 com alta de 2,61%, bem acima dos 0,55% verificados em 2008. O valor do álcool subiu 14,98% e o da gasolina, 2,06%.
O IBGE nota que, apesar da redução no ritmo dos preços dos alimentos, o item Refeição em Restaurantes, cujos preços subiram 9,05% em 2009, deu a maior contribuição para o IPCA no período, de 0,37 ponto percentual, assim como já havia acontecido em 2008.
Por regiões, Brasília ficou com o maior IPCA em 2009, de 4,92%, puxado pela alta nos preços de aluguéis (8,08%), condomínios (9,07%) e passagens aéreas (51,39%). O menor índice ficou com Goiânia, 3,45%, onde também os alimentos tiveram a menor variação, 0,93%.
Fonte: UOL Economia, 13 de janeiro de 2010