Parking News

Enquanto o motorista que anda pelo Centro de São Paulo experimenta uma sensível melhora na fluidez do tráfego após a proibição da circulação de caminhões durante o dia, iniciada há três semanas, quem cruza diariamente grandes avenidas da periferia continua enfrentando longos engarrafamentos e tendo que dividir espaço com os caminhões, constata a Folha de S. Paulo.
Tradicionalmente congestionadas, avenidas fora da área central, como Teotônio Vilela e Estrada do MBoi Mirim (Zona Sul); Imirim, Casa Verde e Voluntários da Pátria (Zona Norte); Sapopemba, Jacu-Pêssego, Ragueb Chohfi, Nova Radial e Salvador Gianetti (Zona Leste) continuam recebendo menos atenção da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), na comparação com a atuação da companhia em áreas centrais. Nesses locais, além de os caminhões continuarem circulando livremente - o que atrapalha a fluidez -, os carros não são obrigados a cumprir o rodízio e a sinalização eletrônica é deficiente, segundo agentes da CET ouvidos pela reportagem.
Boa parte dessas vias, como Teotônio Vilela, MBoi Mirim, Imirim, Ragueb Chohfi e Casa Verde, nem sequer aparece nos índices de congestionamento da CET. Nos últimos dias, a despeito do trânsito na periferia, as medições da CET têm registrado 0 km de lentidão entre 6h e 7h.
A distribuição dos agentes da empresa, os marronzinhos, também continua a mesma: cerca de 70% atuam nos principais corredores do Centro, enquanto os 30% restantes ficam na periferia. E, na periferia, o trabalho é redobrado: além de orientar o trânsito, têm de controlar manualmente a abertura e fechamento dos semáforos, que não funcionam automaticamente. O resultado disso, agravado pelo crescimento da frota de veículos, são congestionamentos invisíveis, que começam às 6h e não se limitam mais aos horários de pico.
Secretaria diz que novos radares serão instalados
A Secretaria Municipal de Transportes informou que novos radares serão instalados em avenidas da periferia dentro de 60 dias (a quantidade não foi informada) e que os 265 novos marronzinhos que serão contratados em agosto irão trabalhar em vias periféricas, para fiscalizar o trânsito e orientar a travessia segura.
Embora negue a desatenção à operação de trânsito na periferia, a secretaria confirmou que a prioridade do momento são as medidas de restrição a caminhões na nova área de 100 km2 do centro expandido e o rodízio nas marginais, a partir do dia 28. Em nota enviada à Folha, a secretaria diz que a iniciativa do rodízio para caminhões é a mesma dos carros, ou seja, a prioridade é a melhoria da fluidez no Centro. A partir dessa data, os caminhões terão de respeitar as regras do rodízio municipal vigente nas marginais Tietê e Pinheiros, na Avenida dos Bandeirantes e em outras sete vias limítrofes do centro expandido de São Paulo.
Os motoristas de caminhão atualmente já têm que cumprir a restrição para os veículos, mas somente na área interna do centro expandido - diferentemente dos carros, que também têm de obedecer à restrição nas vias que delimitam essa área, como as marginais e a Avenida dos Bandeirantes. Segundo a Folha, a mudança deverá ser comemorada por muitos motoristas por causa da esperada melhora da fluidez nesses importantes corredores da cidade. No entanto, há quem acredite dentro da própria CET que os reflexos poderão ser negativos em algumas avenidas menos centrais, especialmente em bairros periféricos ou próximos das vias limítrofes do centro expandido.
"A tendência dentro de alguns bairros limítrofes da cidade é piorar ainda mais", afirma Luiz Antonio Queiroz, presidente do Sindiviários (sindicato dos marronzinhos). "A CET não dispõe de recursos suficientes para atender a periferia", diz. Segundo ele, quanto mais piora na periferia melhor fica no Centro, porque os carros não conseguem nem chegar ao outro lado do rio.
Fonte: Folha de S. Paulo, 20 de julho de 2008

Categoria: Geral


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