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Como ficam os estacionamentos com o Novo Normal?

 

Por Jorge Hori* - A economia é como a vítima da COVID-19: morre, mas o atestado de óbito confirmando se foi ou não pela COVID-19 só sai tempos depois.

A macroeconomia brasileira sofreu uma queda no primeiro trimestre de 2020, mas somente agora saíram os números confirmando essa queda, com detalhes dela.
Se caiu apenas 1,5%, em relação ao trimestre anterior, provavelmente foi por ter mantido um crescimento nos dois primeiros meses, ainda que pequenos, quando o coronavírus ainda não tinha chegado ao Brasil, o que só ocorreu no final do mês, logo após o Carnaval. Uma grande queda só ocorreu no terceiro mês. Já no segundo semestre, ao que ora estamos sobrevivendo, dentro de uma UTI, à custa de respiradores, sem o amortecimento dos primeiros meses, como ocorreu no trimestre anterior, a queda deverá ser muito maior, com o mercado estimando entre 5 a 7%.

Quanto mais fundo cair a macroeconomia mais difícil será e maior tempo levará a recuperação. Mas a esperança é que com a flexibilização das restrições de isolamento comece a recuperação, ainda que com agravamento dos danos colaterais, isto é, aumento das mortes.

Isso leva à perspectiva de intermitência: abre por algum tempo, aumentam as mortes, fecha de forma mais radical.

A abertura das lojas e outros estabelecimentos de atendimento ao público vai trazer mais decepções do que alegrias. As lojas abertas, com poucas exceções, vão ficar vazias. O comprador vai continuar em casa, sem comprar ou comprando pela internet. Algumas vão se adaptar e fazer das lojas um local de demonstração física, tipo "show room". As compras serão concretizadas pela internet e o espaço das lojas será adaptada para se tornar um centro de distribuição ou de expedição. Parte para entrega do pacote pronto em frente à loja ou no estacionamento do shopping. As vagas de estacionamento servirão apenas para a entrega.

A retomada de um funcionamento normal da economia irá ocorrer, a partir de junho, mas de forma lenta, gradual e seletiva, já dentro do Novo Normal.

Nas cidades do mundo que já voltaram às atividades, uma das mudanças tem sido o aumento do uso do carro próprio em detrimento do transporte coletivo e dos meios alternativos. Em algumas, as pessoas que não têm carro já manifestaram o desejo de ter o seu carro próprio.

A primeira leva, provavelmente, não será de carros novos, mas dos veículos "encalhados" nas locadoras que os tiveram devolvidos pelos motoristas de aplicativos. Deverão fazer grandes promoções para desovar os estoques, sob reclamações dos concorrentes. As montadoras que também estão com estoques de carros devolvidos deverão acompanhar.

Esses veículos, passando a serem movimentados, onde ficarão estacionados durante o período de trabalho?

* Jorge Hori é consultor em Inteligência Estratégica e foi contratado pelo SINDEPARK para desenvolver o estudo sobre a Política de Estacionamentos que o Sindicato irá defender. Com mais de 50 anos em consultoria a governos, empresas públicas e privadas, e a entidades do terceiro setor, acumulou um grande conhecimento e experiência no funcionamento real da Administração Pública e das Empresas. Hori também se dedica ao entendimento e interpretação do ambiente em que estão inseridas as empresas, a partir de metodologias próprias.

NOTA:

Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do SINDEPARK.


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