Os valores das tarifas de pedágio que entrarão em vigor em julho foram definidos nos últimos dias pelos técnicos do Estado devido ao reajuste anual dos contratos de concessão.
Nas estradas concedidas no final dos anos 90, no governo Mário Covas, a correção é baseada no IGP-M (índice de inflação da Fundação Getulio Vargas) dos últimos 12 meses - que totalizou 3,64%.
Nas rodovias recém-repassadas à iniciativa privada pela gestão José Serra, a base de reajuste é a variação do IPCA (índice do IBGE usado como referência de metas de governo), que totalizou 5,19%.
Devido ao arredondamento dos preços (para facilitar a devolução de troco na cabine), a elevação do pedágio em mais de um terço das 105 praças ficará acima dos índices oficiais.
Por esse mesmo motivo, em 63% dos pontos de cobrança ela ficará abaixo do IGP-M ou do IPCA, sendo que, em quatro, não haverá nenhum aumento (nos pedágios da Imigrantes em Diadema e Eldorado; no de Sorocaba da Rodovia José Ermírio de Moraes; e no de Rio Claro da Wilson Finardi).
As diferenças (para mais ou para menos) deverão ser compensadas nos anos seguintes. Pelos valores repassados às concessionárias e obtidos pela Folha, as tarifas dos pedágios da Rodovia dos Bandeirantes mais próximos da Capital saltam de R$ 5,90 para R$ 6,10.
Na Castello Branco, a tarifa do km 33 sobe de R$ 10,80 para R$ 11,20. A das marginais da estrada, em Osasco e em Barueri, de R$ 6,30 para R$ 6,50. O reajuste será aplicado inclusive no sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto, que está sob gerência privada há menos de dez dias, quando a soma das tarifas caiu de R$ 27,00 para R$ 16,00. O trajeto por essas duas estradas, a partir de quarta, subirá 5%, totalizando R$ 16,80.
Fonte: Folha de S. Paulo, 27 de junho de 2009