Em julho de 2008, a Secretaria Municipal dos Transportes concluiu uma licitação para revitalizar 90% das câmeras ao custo de R$ 9,8 milhões. O edital afirmava que 254 dos equipamentos tinham elementos "defeituosos e ausentes". A vencedora do processo teria nove meses para concluir os serviços e outros 24 para fazer a manutenção do sistema.
Segundo a CET, o serviço não pôde ser concluído porque parte do material necessário à revitalização é importada e "deveria ter chegado ao Brasil até janeiro". A CET não informou se os equipamentos já chegaram. As chuvas também teriam prejudicado o trabalho de campo. Agora, a empresa tem até outubro para concluir a revitalização e um ano de contrato para manutenção do sistema.
O serviço de revitalização prevê a recuperação de câmeras quebradas, a digitalização das imagens e a expansão da rede de fibra ótica. O sistema de circuito fechado de TV da CET funciona em dois locais: nas Centrais de Trânsito em Área, onde é feito o monitoramento dos semáforos, e nas Centrais de Operação de Túneis.
A empresa vencedora afirma que recuperou a rede de fibra ótica - que transmite as imagens para as centrais - e mais da metade das câmeras. Atualmente há 161 funcionando.
A maioria das câmeras fora de operação faz parte do Departamento de Controle Semafórico (DCS). Elas são colocadas em locais que permitem a maior visualização das vias. Quando há problemas em semáforos, por exemplo, os operadores conseguem detectar por meio das imagens e realizam intervenções. Dos 190 aparelhos com essa função, 110 não funcionam. O restante está colocado nos túneis. Desses, 15 não funcionam, sendo 10 no Túnel Maria Maluf.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 30 de junho de 2009