Em um dia de semana comum, mais de 600 carros quebram no meio do caminho nas ruas e avenidas de São Paulo. Fazendo as contas, a cada dois minutos e meio um veículo tem problemas mecânicos ou elétricos. E, quando um para, bloqueia a passagem de quem vem atrás.
Uma faixa ocupada pode ter grandes reflexos, quando se tem uma frota de 6,4 milhões de veículos.
A frota brasileira tem em média nove anos e dois meses de uso e já rodou 110 mil quilômetros. O levantamento das oficinas automotivas mostra que, quanto mais rodado o carro, menor o cuidado do dono.
No primeiro ano de uso, 74% dos proprietários fazem a manutenção preventiva. Quando o carro tem entre 9 e 10 anos, o índice cai para 46%.
Em São Paulo, uma campanha oferece inspeção de segurança de graça. No check-up, mais de 70 itens: escapamento, suspensão, a máquina verifica se todas as rodas estão freando com a mesma intensidade. Um total de 91% dos carros que já passaram pela inspeção tinha algum problema; 82% deles com defeitos considerados graves, como farol desregulado, vazamento de óleo, extintor vencido e freios desajustados.
Segundo as empresas de reposição de peças, a substituição preventiva pode significar economia. "O veículo é um sistema integrado. Quando uma peça deixa de ser ajustada, ela pode e normalmente provoca um efeito em cadeia. Aquilo que seria uma troca pura e simples vira um problema maior", diz Antonio Carlos Bento, coordenador de manutenção automotiva.
Fonte: Jornal Hoje (TV Globo), 23 de junho de 2009