Fabricante de modelos cobiçados em seu auge, a empresa inglesa Panther Westwinds Ltd. foi fundada por Robert Jankel, que construía carros em seu tempo livre. Um SS100 Jaguar da década de 30 serviu de modelo para o roadster J72 (J de Jankel e 72 o ano em que começou a ser fabricado). Era esteticamente parecido com o SS100, mas utilizava muito do Jaguar XK, tinha chassis tubular em aço soldado, carroceria artesanal em alumínio, suspensões independentes, freios a disco nas quatro rodas, câmbio manual de 4 marchas ou automático de 3 marchas. A aceleração era fantástica: de 0 a 96 km/h em 6,4 segundos. Os pedidos de compra foram tantos que Jankel precisou montar a empresa, cujo nome (Pantera) é uma brincadeira em relação ao nome de felino da famosa marca inglesa de carros Jaguar. No ano de lançamento eram oferecidas duas opções de motorização DOHC, 6 cilindros em linha Jaguar, uma com 3.781 cc/3 carburadores e outra com 4.235 cc/2 carburadores. No ano seguinte ao lançamento era oferecida a opção de motor V12 de 5343 cc com design moderno, superquadrado, ou seja, diâmetro e curso quase iguais, motor que era usado no Jaguar XJ12. O acabamento interno era em couro Connolly com adornos em nogueira.
Do ponto de vista técnico o J72 teve em seu longo tempo de produção a mesma evolução nos motores que eram oferecidos nos carros da Jaguar, mas que custavam o dobro. Foram fabricadas cerca de 500 unidades do veículo e seu sucesso pôde ser comprovado no Salão do Automóvel de Londres de 1973, quando superou a Rolls-Royce.
A Panther teve vida curta, mas seus "15 minutos" de fama global aconteceram graças à extravagância de seus modelos, como o Six, lançado em 1977 e cujo nome não era uma referência ao número de cilindros, mas ao fato de ter 6 rodas!
Fonte: Best Cars, Wikipédia, Blog do Camaro, setembro de 2011
