Parking News

Os dados atuais do trânsito são assustadores. Entre congestionamentos e mortes em acidentes em números crescentes, as pessoas têm cada vez menos lugares para circular com tranquilidade. Só em São Paulo, 624 automóveis e pelo menos 200 motos a mais surgiram a cada dia nas ruas da cidade entre abril de 2008 e abril de 2009, segundo dados do Detran. Segundo a revista Época, uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, uma escola para executivos, afirma que, de 2004 para cá, os congestionamentos cresceram em extensão e frequência nas maiores cidades do País em pelo menos 15%.
Há quem diga que esse quadro tende a piorar antes de começar a melhorar. "Vamos ter um ar pior e viagens mais demoradas", diz Roberto Scaringella, engenheiro especialista em trânsito. "Mas a sociedade vai começar a valorizar mais a segurança que a fluidez." A lentidão nos deslocamentos será não apenas uma consequência da entrada de novos veículos no sistema, mas também do esforço para reduzir os acidentes graves. "Velocidades mais baixas são mais compatíveis com a área urbana", diz o engenheiro Alan Cannell. Na Suécia, a decisão de que nenhuma pessoa deveria morrer no trânsito, batizada de Visão Zero, está justificando medidas como a redução dos limites de velocidade nas estradas e nas áreas urbanas. Essa é uma das tendências apontadas pelos especialistas ouvidos por Época para o trânsito no Brasil, conforme se confere a seguir.
1. Carros
Serão ainda mais atraentes. Os mais caros terão novas tecnologias contra acidentes, como a que faz o carro frear sozinho ao detectar risco de colisão a menos de 30 km por hora. Mas os veículos menores e muito baratos, como o indiano Nano, servirão de incentivo à troca do transporte coletivo pelo individual. Os carros limpos (não poluidores) serão adotados em massa. Os congestionamentos continuarão existindo, embora menos poluentes.
2. Pedágios
Como o espaço urbano é um bem escasso, quem usá-lo deverá pagar por seu uso, como está acontecendo com a água potável. Poderão surgir pedágio urbano e preços mais altos para os estacionamentos nas áreas urbanas centrais. "Medidas impopulares serão necessárias", diz Scaringella.
3. Ônibus
Os sistemas de ônibus rápidos, com faixas exclusivas e capacidade para pelo menos 20 mil passageiros por hora, inspirados em Curitiba, começarão a substituir as linhas atuais e atrair quem hoje usa só carro. O Rio de Janeiro pretende inaugurar o seu antes da Copa de 2014. "É uma solução barata, compatível com nossa realidade de País em desenvolvimento", diz Alexandre Sansão, secretário de Transportes do Rio. Algumas cidades já terão adotado inclusive veículos híbridos, movidos a biocombustíveis e baterias.
4. Transporte sobre trilhos
Os metrôs de superfície, mais rápidos e bonitos que os ônibus, serão adotados por cidades de médio porte para atrair a classe média e reduzir o número de carros nas ruas. Brasília já tem contrato para a inauguração de uma linha até 2014. "É o único sistema do mundo que está tirando as pessoas do carro", diz Kleber Frizella, secretário de Desenvolvimento de Vitória, no Espírito Santo.
5. Bicicletas
Com o apelo ambiental, o número de ciclistas tende a crescer. Surgirão novas ciclovias e estacionamentos para bicicletas, mas ainda insuficientes para suprir a demanda.
6. Sistemas inteligentes
A fiscalização eletrônica do tráfego e das infrações de trânsito será mais fácil com a instalação de chips e GPS nos automóveis. A tecnologia poderá evitar acidentes, melhorar a fluidez do tráfego e dificultar a criminalidade.
7. Motos
Continuarão proliferando nas ruas como alternativa ao carro e ao transporte público ruim e causando milhares de acidentes, pois não há planos para desestimular seu uso.
8. Pedestres
Segundo o urbanista Jaime Lerner, as cidades criarão mais espaço, inclusive áreas verdes, para a circulação e o encontro de pessoas. As vagas de estacionamento migrarão da superfície para lotes subterrâneos. As distâncias entre casa e trabalho tendem a encurtar com a ocupação dos centros com moradias.
Fonte: Revista Época (SP), 25 de abril de 2009

Categoria: Geral


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