Parking News

Flanelinhas dominam as ruas de balada em São Paulo e cobram valores semelhantes aos dos estacionamentos particulares, relata reportagem do Jornal da Tarde. Eles intimidam os motoristas a fazer pagamento adiantado de até R$ 16,00 em áreas nobres. Quem se recusa a atender a exigência, na volta, encontra um pneu furado e riscos na pintura do carro. Se o motorista for mulher, a intimidação é maior. Muitos usam cones para demarcar as vagas.
O Jornal da Tarde percorreu regiões da cidade com concentração de bares e casas noturnas e flagrou guardadores de carro agressivos. Em uma das noites, próximo a uma casa noturna na Rua Minas Gerais, na região central, um motorista discutia com o flanelinha que exigia R$ 8,00 para liberar uma vaga na rua. A 100 metros de lá, um estacionamento cobra R$ 10,00. O mesmo ocorre na Vila Olímpia (Zona Sul), Vila Madalena (Oeste), Av. Luiz Dumont Villares (Norte) e Praça Silvio Romero, Tatuapé (Leste).
Segundo Edson Pinto, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi), entidade que reúne donos de bares, a questão era "social" e atualmente se tornou um "problema de segurança pública". "Ligados a esses flanelinhas estão os olheiros, de olho na saída da pessoa da balada para então fazer sequestro relâmpago ou roubar rádio dos carros", afirma. Segundo ele, a função dos flanelinhas é caracterizada como exercício ilegal da profissão. Os casos são registrados em termos circunstanciados (para crimes de menor potencial ofensivo). Quando comprovado o pedido de dinheiro com ameaça, eles podem responder por extorsão, cuja pena varia de 4 a 10 anos de prisão.
Um projeto do deputado federal Antonio Carlos Biscaia pretende tornar crime a atividade dos flanelinhas. A proposta define como crime "solicitar ou exigir, para si ou para terceiro, a qualquer título, dinheiro ou qualquer vantagem, sem autorização legal ou regulamentar, a pretexto de explorar a permissão de estacionamento de veículo alheio em via pública", com pena prevista de 1 a 3 anos de prisão. O texto ainda não foi analisado na Câmara.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou à reportagem que os agentes de fiscalização, os chamados marronzinhos, não têm poder para coibir a ação de flanelinhas na cidade. Podem, no máximo, avisar a polícia sobre o trabalho irregular nas ruas.
A Polícia Militar, em nota, informou que um dos problemas mais recorrentes em São Paulo é a ação de guardadores de carro. A nota afirma ainda que o problema não está na ação de tomar conta de veículos, mas em condutas criminosas muitas vezes praticadas por quem executa esse serviço.
Segundo a PM, existem operações específicas com o objetivo de prevenir esses crimes. A corporação pede aos motoristas de São Paulo que, diante de ameaças de flanelinhas, procurem ligar para o telefone 190 e esperem a viatura. De acordo com a PM, são poucos os que denunciam, até pelo fato de que, se uma pessoa sai para se divertir, não quer perder seu tempo registrando ocorrência numa delegacia de polícia.
Fonte: Jornal da Tarde (SP), 23 de maio de 2009

Categoria: Geral


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