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Uma ciclovia de 1,7 km de extensão foi inaugurada na sexta-feira, 20, pela Prefeitura na Avenida Escola Politécnica, zona oeste da capital paulista. A estrutura ocupa o canteiro central da via e liga o entroncamento da Avenida Corifeu de Azevedo Marques à Portaria 2 da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã.
O passeio, por ficar entre as duas pistas de rolamento dos veículos, difere da nova concepção de ciclovias que a gestão Fernando Haddad começará a adotar. A partir de agora, esses mecanismos somente serão construídos no próprio asfalto da rua ou avenida por onde a via de bikes passar, preferencialmente à esquerda.
Com isso, vagas de estacionamento de carros e motos, incluindo as de Zona Azul, necessariamente terão de ser suprimidas. Em um evento no início do mês, durante a reunião do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT), o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, calculou que até 40 mil vagas deixarão de existir para dar lugar a 400 km de ciclovias que a Prefeitura estipulou criar até o fim do ano que vem.
Tatto afirmou que pretende fazer São Paulo se tornar uma das cidades do continente americano com a maior quantidade de ciclovias disponíveis para a população. Atualmente, o Município tem 68,5 km de estrutura cicloviária, quantidade irrisória perto do Rio de Janeiro, por exemplo, que apresenta 130 km. Nova York, por sua vez, tem 675 km.
O secretário disse ainda que espera mudanças de paradigma quando esse sistema de ciclovias estiver pronto. ?Na medida em que você tem uma infraestrutura cicloviária, as próprias empresas vão começar a incentivar os empregados a ir para o trabalho de bicicletas. É um movimento de mudança de cultura e de consciência ambiental que a cidade estava precisando.? Serão desembolsados cerca de R$ 80 milhões para a construção dos 400 km de ciclovias até o fim do ano que vem. Parte dos recursos virá do Fundo Especial de Meio Ambiente (Fema), controlado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Sinalização
Depois de participar de um passeio inaugurando oficialmente a ciclovia da Politécnica, Tatto ouviu críticas de cicloativistas que o acompanharam. Uma delas é que a via não tinha iluminação própria. Outra, de que a sinalização ainda privilegia os automóveis, principalmente nas interseções com as alças de retorno da avenida. As placas de ?pare? estão voltadas para os ciclistas, e não para os motoristas.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 21 de junho de 2014

Categoria: Geral


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