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Proposta aprovada dia 26 pela 4ª Conferência Municipal de Política Urbana prevê a construção de estacionamentos público-privados em Belo Horizonte. Pela medida, os terrenos onde estacionamentos seriam construídos teriam o coeficiente de aproveitamento ampliado para cinco vezes o tamanho da área e 20% das vagas iriam para o poder público. Essas vagas seriam oferecidas sem sistema rotativo, com taxa mais acessível do que a cobrada em estacionamentos particulares. A proposta será encaminhada para apreciação na Câmara Municipal, podendo haver emendas por parte dos vereadores.
Para o autor da proposta, o vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Marco Antônio Gaspar, que é do setor empresarial do Conselho Municipal de Políticas Urbanas (Compur), a medida combateria a carência de estacionamentos nas áreas comerciais. "Ganharia a cidade com um fluxo de veículos maior nas vias, ganharia o comércio, que teria mais vagas para o cliente estacionar. Os coletivos seriam mais rápidos com mais vias exclusivas", defendeu Gaspar. Todo o custo da obra seria do empreendedor, em troca de uma capacidade construtiva maior. "O máximo de coeficiente construtivo dentro dos limites da Avenida do Contorno é de quatro e eles vão ter cinco", disse.
Com os rotativos dentro dos edifícios, segundo Marco Antônio, haverá uma fiscalização maior do que na rua. O preço do rotativo dentro dos prédios seria de R$ 8 a R$ 10 e o veículo estaria mais protegido, disse. "Hoje, os estacionamentos particulares cobram em torno de R$ 15 a hora e o Faixa-Azul custa R$ 3,40, muitas vezes, por apenas uma hora. Hoje, a pessoa está parando na rua sem controle, sem fiscalização e com o flanelinha comandando", disse o conselheiro do Compur. A proposta, segundo ele, vai melhorar a relação dos clientes com as lojas de rua, pois as lojas de shopping já contam com estacionamentos.
PBH tem restrições
A gerente de coordenação e gestão de instrumentos de política pública da Prefeitura de Belo Horizonte, a arquiteta Gisella Lobato, considera alto o coeficiente de ocupação cinco para estacionamentos público-privados. "Hoje temos na proposta da prefeitura que grandes equipamentos de uso coletivo, como universidades e hospitais, tenham o coeficiente quatro. Vincular um coeficiente cinco em qualquer região da cidade não é o adequado. A proposta prevê a implantação dos prédios de estacionamento em qualquer local, sem uma análise prévia e sem avaliar a capacidade de suporte da área.", afirma Gisella.
No próximo sábado, será concluída a votação das 532 propostas feitas pelos setores empresarial, técnico e popular, além do município, para nortear o zoneamento e projetos para Belo Horizonte.
Fonte: Estado de Minas, 27 de julho de 2014

Categoria: Geral


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