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Bonde do centro de SP terá 17,6 km de percurso e vai retirar 2,8 km de vagas de estacionamento

O projeto do novo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Centro de São Paulo prevê dois circuitos e 37 paradas distribuídas pela região central.

Os trajetos foram planejados para conectar áreas de comércio, serviços, turismo e pontos de integração com outros meios de transporte.

Chamado de Bonde São Paulo, o sistema será dividido em duas linhas: o Circuito Azul (Linha Jequitibá), e o Circuito Vermelho (Linha Sibipiruna). O primeiro terá um percurso circular pela região central, enquanto o segundo fará a ligação entre a região da Luz e o Bom Retiro.

Além de mudar a circulação de passageiros, a implantação dos trilhos também deverá alterar a configuração de algumas ruas, com retirada de vagas de estacionamento e adaptações no trânsito.

Onde vai passar o VLT do Centro?

O Circuito Azul será o maior dos dois trajetos e terá aproximadamente 11,7 quilômetros. A linha foi planejada para circular pela chamada rótula central, passando por algumas das principais vias e pontos da região.

No sentido horário, o percurso começa na Praça da República, segue pelos seguintes trecho:

- av. Ipiranga e São João,  Vale do Anhangabaú, av. Prestes Maia, r. Carlos de Souza Nazaré, av.  Mercúrio, r. da Figueira,  Viaduto Novo, av. Rangel Pestana, Praças da Sé e Dr. João Mendes, Viadutos Dona Paulina, Viaduto Jacareí e Nove de Julho, e r. da Consolação, antes de retornar à av. Ipiranga.

Já no sentido anti-horário, o trajeto percorre parte das mesmas vias, mas em direção oposta e com algumas alterações.

Ao todo, o Circuito Azul terá 24 paradas.

VLT também vai passar pelo Bom Retiro

O segundo trajeto será o Circuito Vermelho, também chamado de Linha Sibipiruna. Com cerca de 5,9 quilômetros, a linha terá sentido único e ligará a região da Estação da Luz ao Bom Retiro.

O percurso inclui vias importantes para o comércio do bairro, principalmente a rua José Paulino, conhecida pela concentração de lojas de roupas e confecções.

Os trilhos estão previstos para passar pelas seguintes ruas e avenidas: r. José Paulino; Prates; Mamoré; Sólon; do Areal; Matarazzo e  Mauá; av. Cásper Líbero; r. Antônio de Godoi; av. São João e Duque de Caxias; e Viaduto General Couto de Magalhães.

O circuito terá 13 paradas.

Somados, os dois trajetos terão 37 pontos de parada para embarque e desembarque de passageiros.

Quais ruas terão mudanças no trânsito?

A implantação do VLT também deverá provocar alterações na circulação de veículos, principalmente no Bom Retiro. No Circuito Vermelho, cerca de 2,8 quilômetros de faixas atualmente destinadas ao estacionamento de veículos deverão ser retirados para a implantação da estrutura permanente dos trilhos.

A rua José Paulino deverá perder cerca de 900 metros de faixa de estacionamento.

Na rua Prates, a redução prevista é de aproximadamente 700 metros. A rua Mamoré terá cerca de 400 metros afetados, enquanto a rua Sólon deverá perder aproximadamente 200 metros de faixa destinada ao estacionamento.

As mudanças não ficarão restritas ao Bom Retiro. Em trechos do Circuito Azul, o VLT deverá circular em sentido contrário ao fluxo dos carros, o que exigirá alterações na sinalização e na operação do trânsito.

Entre as vias que deverão receber adequações estão a avenida Ipiranga e a rua da Consolação.

Como será o embarque no VLT?

O projeto também prevê um sistema de embarque sem catracas físicas nas paradas.

O passageiro deverá validar o Bilhete Único em equipamentos instalados nas estações ou dentro do próprio veículo. A fiscalização será feita por meio de abordagens e verificações durante as viagens.

Outra característica prevista é a ausência de fios elétricos suspensos sobre os trilhos. O sistema deverá utilizar tecnologias de alimentação pelo solo e baterias para reduzir a necessidade de cabos aéreos, uma solução especialmente relevante para a região histórica do Centro.

As paradas também deverão contar com estruturas voltadas ao conforto dos passageiros, incluindo nebulização de água, painéis solares, carregadores de celular e bebedouros.

Com os dois circuitos, a proposta é criar uma rede de circulação interna pelo Centro, conectando áreas de comércio, turismo e transporte público.

O traçado também deve alterar a rotina de motoristas e comerciantes nas ruas que receberão os trilhos.

Gazeta de S. Paulo, 06/09/2026

Categoria: Cidade


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