A espanhola Aena venceu, dia 30, o leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com uma oferta de R$ 2,9 bilhões.
Quem também participou? A suíça Zurich Airport e o consórcio formado pela Changi, de Singapura, e pela Vinci Compass.
Segundo Santiago Yus, diretor-presidente Aena Brasil, a concessionária deve assumir o aeroporto nos próximos meses após um período de transição com o operador atual.
Dona de tudo - Agora, 100% do controle ficará nas mãos da espanhola até 2039. Hoje, o Galeão é controlado pela Infraero, estatal brasileira que detém 49% da participação, e pela Changi e a Vinci, que possuem a outra fatia.
Em vez de realizar pagamentos fixos à União, a nova operadora vai repassar 20% do faturamento anual da operação.
Alívio para o governo - O aeroporto era um dos maiores ativos na lista dos chamados "contratos estressados", termo usado para concessões que passaram a acumular problemas financeiros e pedidos de relicitação, uma extinção amigável do contrato.
O Galeão foi concedido à iniciativa privada em 2013. Desde então, passou por uma crise de esvaziamento, principalmente durante a pandemia. Nos últimos anos, teve alta na movimentação, impulsionada por restrições aos voos no Santos Dumont.
Foram 17,5 milhões de passageiros no ano passado, um recorde. A máxima anterior, de 16,9 milhões, ocorreu em 2014.
O tamanho da Aena. A concessionária é responsável por Congonhas, em São Paulo, e outros 16 terminais, como Campo Grande, Maceió e Aracaju. "Ela virou a nova Infraero", afirmou Gilvandro Araújo, ex-diretor da estatal à coluna Painel S.A.
Com a vitória no leilão, a espanhola se consolida como a maior operadora do Brasil. No ano passado, o Galeão teve o terceiro maior fluxo do país, atrás apenas de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e Congonhas, com 24 milhões.
Folha Mercado, 31/03/2026
