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O que esperar da economia nos próximos dias

 

No “Panorama Mercado&Consumo” desta semana, o time da Gouvêa Analytics mostra que o índice considerado uma prévia do PIB brasileiro registrou alta acima da prevista, o que fez o mercado reforçar a aposta de a economia crescer mais de 5% no ano. Ao mesmo tempo, a energia elétrica continua sendo a vilã da inflação, que vem pressionando os juros.

No exterior, republicanos concordaram com o plano de infraestrutura do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o governo chinês segue alimentando conflitos com grandes empresas do setor privado.

O “Panorama Mercado&Consumo” é produzido pelo time da Gouvêa Analytics, integrante da Gouvêa Ecosystem. Confira, a seguir, os principais pontos de atenção nos próximos dias.

Cenário econômico nacional

O IBC-Br, índice que é uma previa do PIB, registrou surpreendente alta de 1,1% em junho, já com ajuste sazonal, bem acima da mediana das expectativas, que era de 0,5%. Com isso, o indicador mostrou alta de 0,12% no trimestre, ao contrário do que se imaginava antes do anúncio do indicador. O semestre fechou, sem ajuste sazonal, com crescimento de 7,01%, reforçando a tendências de o PIB do ano fechar acima de 5%.

O IPCA de julho fechou o mês de julho com alta de 0,96%. Em doze meses, o indicador atingiu 8,99%, muito acima do teto da média. Novamente energia foi a principal vilã, com um terço de todo o indicador de julho. Alimentos ainda estão no campo positivo e serviços, com alta de 0,61%, já começam a mostrar os efeitos da progressão da vacina contra a Covid-19. O ano deve fechar em um patamar acima de 7,5%, o que deve levar a taxa Selic perto de 7,5% no final de 2021.

O setor de comércio teve queda, em junho, de 1,7% em relação a maio. O cenário fiscal mais arriscado, a inflação ascendente e o mercado de trabalho bastante debilitado estão colocando um limite ao crescimento derivado da progressão da vacinação no País. No segundo semestre, que ainda deve ser positivo, as incertezas podem limitar o nível de crescimento do setor.

Serviços mostraram crescimento de 1,7%, apoiados principalmente em setores que têm crescido na pandemia, como TI, transporte e armazenagem. Os serviços mais ligados a renda, como os prestados para a família, ainda estão debilitados. A esperança é o turismo no segundo semestre, ainda com o risco da variante Delta.

Cenário econômico internacional

“Panorama Mercado&Consumo” mostra ainda que, nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor de julho anualizado ficou em 5,4%, o mesmo do mês passado. A boa notícia é que o índice no mês caiu para 0,5%, contra 0,9% em junho. O número ainda está muito acima da meta, mas o dado mensal tirou um pouco da pressão no FED, o banco central americano. Em compensação, o índice de preços ao produtor subiu 7,8% em julho, contra 7,3% em junho. A pressão sobre o índice de consumidor pode ser maior a partir de agora.

Os republicanos concordaram com o plano de infraestrutura do presidente Joe Biden. O plano deve ficar em torno de U$ 1,2 trilhão de dólares. Metade desse valor será usada em novos projetos. Apenas para reparos do sistema logístico, serão destinados U$ 110 bilhões.

Por diferentes motivos, o governo chinês vem colecionando sérios conflitos com grandes empresas do setor privado, que têm em comum a busca de capital estrangeiro, seja por investimento direto, seja por abertura de capital em Nova York. Empresas financeiras, grupos educacionais privados e até empesas de games vêm sofrendo intervenção do governo, que se prepara para uma dependência cada vez menor do capital externo.

Na China, a escassez de mão de obra está levando as mulheres a ocuparem empregos antes destinados exclusivamente em homens. Em algumas grandes cidades chinesas, mais de 30% dos empregados da construção civil são mulheres. Este é um dos motivos de o governo banir a lei do filho único, mostra o “Panorama Mercado&Consumo”.
Fonte: Mercado&Consumo/Gouvêa Analytics,  15 de agosto de 2021

Categoria: Geral


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