O caso de Anderson não é isolado e tem se repetido principalmente em estabelecimentos menores, mais baratos, muitos deles descredenciados ou que não oferecem seguro. O relações públicas Márcio Dal Rio, 41, só percebeu que seu extintor havia sido trocado por um vencido quando foi fazer a revisão do carro, um mês depois de ter ido também à Vila Madalena e ter deixado o veículo em um estacionamento. "Tenho quase certeza que foi lá que isso aconteceu, mas não tenho como provar", contou. Após o episódio, Márcio sempre olha tudo dentro do veículo antes de deixar o local. "Mudei meu comportamento. Hoje prefiro pagar mais para deixar meu carro em um lugar com bandeira", destacou.
PRECAUÇÃO
Segundo a Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), os equipamentos eletrônicos, como alarmes, podem ajudar, mas não garantem a segurança total do carro. A melhor maneira de se prevenir é priorizar locais com seguro e checar o automóvel antes de sair do local.
Não há seguro para roubo de acessórios
O diretor da FBB Corretora de Seguros e ex-presidente do Sinoor (Sindicato dos Corretores de Seguros de SP), Flávio Bosisio, destaca que não há planos separados para acessórios como estepes e extintores. "Só vai haver (seguro) se o carro for furtado ou roubado e, numa eventual localização, os acessórios não estiverem mais lá", explicou. No caso de avarias, como arrombamentos, a cobertura só se aplica se o valor do conserto, somado ao custo do acessório levado, for superior ao total da franquia contratada.
Além de procurar estabelecimentos com apólice, o Sindepark (Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos de SP) aconselha os consumidores a preferir locais nos quais haja política de atendimento ao cliente em caso de sinistros. "É muito importante que o cliente informe à administração os pertences deixados no carro", disse a entidade.
Embora não tenha apresentado números, o diretor da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), Luis Augusto Ildefonso da Silva, informou que os furtos nos shoppings da capital tiveram significativa redução nos últimos dois anos.
"Hoje, há motoqueiros circulando nos pátios, o monitoramento por câmeras aumentou bastante", disse. Em caso de delitos, basta o proprietário acionar o shopping. "A comprovação de que o furto ocorreu ou não no local é rápida hoje em dia", concluiu.
Fonte: Diário de S. Paulo, 13 de julho de 2014