Publicado no DOE de 05/05/2020, Decreto nº 64.959, de 4 de maio de 2020, que dispõe sobre o uso geral e obrigatório de máscaras de proteção facial no contexto da pandemia da COVID-19 e dá medidas correlatas, considerando as recomendações do Centro de Contingência do Coronavírus e considerando a orientação do Ministério da Saúde de que o uso de máscaras de proteção facial para a população em geral constitui medida adicional ao distanciamento social, para preparação e resposta durante o intervalo de aceleração epidêmica.
- A) Determinação, Prazo, Local, Penalidades e Fiscalização:
- Prazo - enquanto perdurar a medida de quarentena
- Determinação:
Fica determinado uso obrigatório de máscaras de proteção facial, preferencialmente de uso não profissional
- Locais:
I - nos espaços de acesso aberto ao público, incluídos os bens de uso comum da população, ou seja, nas ruas, transporte público, etc.
II - no interior de:
- a) estabelecimentos que executem atividades essenciais, aos quais alude o § 1º do artigo 2º do Decreto nº 64.881, de 22 de março de 2020, por consumidores, fornecedores, clientes, empregados e colaboradores;
- b) em repartições públicas estaduais, pela população, por agentes públicos, prestadores de serviço e particulares. § 1º - O descumprimento do disposto neste artigo sujeitará o infrator, conforme o caso, às penas previstas nos incisos I, III e IX do artigo 112 da Lei nº 10.083, de 23 de setembro de 1998 - Código Sanitário do Estado, sem prejuízo:
Importante esclarecer que o uso de máscaras de proteção facial constitui condição de ingresso e frequência eventual ou permanente, nos recintos a que alude o inciso II acima.
- Penalidades:
Para os estabelecimentos que executam atividades essenciais aplicam-se as penalidades previstas na Lei federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor;
Para as repartições públicas o disposto na Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968;
Em ambos os casos o disposto nos artigos 268 e 330 do Código Penal.
- Fiscalização
As atribuições de fiscalização decorrentes do disposto no inciso I e na alínea “a” do inciso II do artigo 1º serão delegadas aos Municípios, cabendo à Secretaria da Saúde a representação do Estado nos respectivos instrumentos.
- Vigência – A partir de 7 de maio de 2020
- B) Lei nº 17.340/2020 e Decreto nº 59.396/2020 – Município de São Paulo
Foi publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo de 01/05/2020 a Lei nº 17.340/2020 que dispõe sobre medidas de proteção da saúde pública e de assistência, bem como relativas a dilação e suspensão de prazos de alvarás e concursos públicos no Município de São Paulo; cria o Selo Empresa Parceira da Cidade de São Paulo e o Mês do Combate ao Coronavírus e autoriza doação de imóvel da União com o encargo social que especifica e no Diário Oficial da Cidade de São Paulo de 06/05/2020 o Decreto nº 59.396/2020 que a regulamenta nos seguintes termos:
A Lei prevê uma série de medidas no enfrentamento da pandemia, entre elas:
1 - Estabelecimentos comerciais, de serviços e similares abertos (atividades essenciais autorizadas a funcionar) ao público em geral,
- a) Deverão disponibilizar máscaras e recipientes abastecidos com álcool em gel antisséptico ou produto similar para a higienização das mãos dos funcionários, colaboradores, frequentadores ou consumidores.
- b) A distribuição dos itens especificados no artigo anterior será realizada observando-se os seguintes parâmetros:
I - máscaras serão disponibilizadas aos funcionários, assim como luvas, quando seu uso estiver recomendado nas normas técnicas aplicáveis;
II - álcool gel será disponibilizado aos frequentadores e/ou consumidores dos estabelecimentos, em recipientes localizados em local visível e de fácil acesso, quando estiverem no balcão, realizando o pagamento e na utilização das máquinas de atendimento com uso de biometria do sistema bancário.
III - O recipiente contendo o produto antisséptico deverá permanecer em local visível, identificado e de fácil acesso, preferencialmente próximo à entrada e à saída dos estabelecimentos.
- c) Reserva da primeira hora para atendimento, exclusivo, a pessoas com mais de 60 anos de idade;
As agências bancárias e estabelecimentos financeiros, farmácias, padarias, supermercados e demais estabelecimentos comerciais, de serviços e similares abertos ao público em geral deverão reservar a primeira hora de seu horário normal de atendimento para atendimento exclusivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
- d) Selo Empresa Parceira da cidade de São Paulo: Fica criado o Selo Empresa Parceira da Cidade de São Paulo no Combate à COVID-19, com a finalidade de atestar a responsabilidade social das empresas paulistanas, a ser emitido pelos órgãos competentes. Que será concedido às empresas que, em parceria com o Poder Público, realizarem doações de produtos ou serviços para enfrentamento da pandemia e de seus efeitos no Município de São Paulo.
- e) Dilação de prazos de validade de alvarás: Ficam prorrogados os prazos de vigência das licenças já emitidas até a data da publicação desta Lei, por mais 1 (um) ano, bem como as licenças a serem expedidas no período de 6 (seis) meses, a partir da data da publicação desta Lei.
A prorrogação e a dilação dos prazos são aplicáveis às seguintes licenças previstas pela Lei nº 16.642, de 9 de maio de 2017 (Código de Obra e Edificações):
I - Alvará de Aprovação;
II - Alvará de Execução;
III - Alvará de Aprovação e Execução;
IV - Projeto Modificativo;
V - Certificado de Segurança;
VI - Alvará de Autorização:
- a) Avanço de tapume sobre parte do passeio público;
- b) Avanço de grua sobre o espaço público;
- c) Instalação de canteiro de obras em imóvel distinto daquele em que a obra será executada; e
- d) Estande de vendas no mesmo local de implantação da obra ou em imóvel distinto daquele em que a obra será executada;
VII - Cadastro de Equipamentos:
- a) Cadastro de Sistema Especial de Segurança;
- b) Cadastro de Tanques, Bombas e Equipamentos afins; e
- c) Cadastro de Equipamento Mecânico de Transporte Permanente;
VIII - Manutenção de Equipamentos:
- a) Manutenção de Equipamentos de Tanque de armazenagem, bomba, filtro de combustível e equipamentos afins;
- b) Manutenção de Equipamento Mecânico de transporte permanente já instalado e que permaneça sem modificação na sua característica deverá renovar o cadastro de equipamento por meio da emissão do Relatório de Inspeção Anual (RIA), previsto em legislação específica;
- c) Manutenção de Equipamento de Sistema Especial de Segurança da edificação.
A prorrogação e a dilação de prazos são aplicáveis, também, às seguintes licenças previstas pela Lei nº 10.205, de 4 de dezembro de 1986, que disciplina a expedição de licença de funcionamento; pela Lei nº 16.402, de 22 de março de 2016, que disciplina o parcelamento, o uso e a ocupação do solo no Município de São Paulo (LPUOS); pelo Decreto nº 49.969, de 28 de agosto de 2008; e pela Lei nº 15.499, de 7 de dezembro de 2011, que institui o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado:
I - Auto de Licença de Funcionamento;
II - Alvará de Funcionamento do Local de Reunião;
III - Alvará de Autorização para eventos públicos e temporário;
IV - Auto de Licença de Funcionamento Condicionado;
V - Revalidação do Alvará de Funcionamento do Local de Reunião;
VI - Renovação (prorrogação) do Alvará de Autorização para eventos públicos e temporário;
VII - Renovação (prorrogação) do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado.
Regulamentação – Decreto 59.396/2020
Os estabelecimentos comerciais, de serviços e similares abertos ao público em geral, no âmbito do Município de São Paulo, deverão disponibilizar máscaras e recipientes abastecidos com álcool em gel 70% ou produto similar para a higienização das mãos dos funcionários, colaboradores, frequentadores ou consumidores.
A distribuição dos itens especificados será realizada observando-se os seguintes parâmetros:
I - máscaras serão disponibilizadas aos funcionários, assim como luvas, quando seu uso estiver recomendado nas normas técnicas aplicáveis;
II - álcool gel 70% será disponibilizado aos frequentadores e/ou consumidores dos estabelecimentos, em recipientes localizados em local visível e de fácil acesso, preferencialmente próximo da entrada e saída, do local de realização do pagamento e na utilização das máquinas de atendimento do sistema bancário.
Preferencialmente deverão ser fornecidas máscaras artesanais produzidas segundo as orientações constantes da Nota Informativa nº 3/2020-CGGAP/DESF/SAPS/MS, disponível na página do Ministério da Saúde na internet: www.saude.gov.br.
O fornecimento de luvas ocorrerá apenas para aquelas atividades em que exista determinação técnica para a sua utilização.
Os estabelecimentos comerciais, de serviços e similares abertos ao público em geral, no âmbito do Município de São Paulo, deverão condicionar o uso de máscara para o ingresso e a permanência de seus consumidores em seus estabelecimentos.
Fiscalização:
Incumbirá às Subprefeituras fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto, bem como regulamentar os procedimentos necessários para a fiscalização das obrigações previstas para os estabelecimentos comerciais e similares.
A obrigatoriedade de uso de máscara nos espaços e logradouros públicos estabelecida por norma estadual deverá ser fiscalizada pelos agentes sanitários estaduais ou pela polícia militar.
Penalidades de multas a prisão pelo descumprimento: Para os estabelecimentos que executam atividades essenciais aplicam-se as penalidades previstas na Lei federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor - Multas que variam de R$ 695,00 a R$ 10.431.326,00; de crimes previstos no art. 268 e 330 do Código Penal, cujas penas variam de detenção de 15 dias a um ano e multa.
Art. 268 - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:
Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa.
Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público:
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
A observância destas disposições legais, é uma forma dos empresários demonstrarem preocupação com os consumidores, com os funcionários, além de estimular a população no sentido de que o uso de máscaras de proteção facial para a população em geral constitui medida adicional ao distanciamento social, para preparação e resposta durante o intervalo de aceleração epidêmica.
Ao exigir a utilização de máscaras para ingresso em seus estabelecimentos, os empresários atuam de forma a colaborar com os poderes públicos na contenção desta pandemia.
Fonte: FecomércioSP, 11/05/2020