Dia 5, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou uma queda de 0,25 ponto percentual na Selic. Agora, a taxa básica de juros está em 14% ao ano.
Não surpreendeu. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg disseram, de forma unânime, que o colegiado continuaria o ciclo de cortes. A diminuição do índice de inflação, por exemplo, foi um dos fatores que abriu espaço para a decisão.
- O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou a 0,16% em junho. No mês anterior, bateu 0,58%.
- 4,64% é o acumulado de 12 meses. Está acima do limite de 4,5% perseguido pelo BC.
Esse foi o quarto recuo seguido da Selic, que passou nove meses em 15% ao ano.
Quais serão os próximos passos? Ainda não sabemos. O Copom evitou dizer se haverá cortes futuros e qual será sua intensidade. Usou as palavras “serenidade e cautela” para definir como será a condução dos juros.
Força no cenário interno… O mercado de trabalho segue vigoroso e a economia continua aquecida em alguns setores, o que pode segurar os cortes no futuro. A Selic sobe para frear a alta nos valores de bens e serviços e desestimular o consumo.
… e incerteza no externo. A guerra entre Irã e Estados Unidos ainda é um risco para a inflação ao redor do mundo, inclusive por aqui.
- Apesar do corte, o Brasil é o país com a maior taxa de juros reais do mundo. (Imagem: CNB)
Folha de S.Paulo, 04/08/2026
