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Pixversário – o Pix faz cinco anos

Dia 16, o Pix completou cinco anos. Sim, ele já tem a idade de uma criança em época de alfabetização. Vamos ver o que mudou no sistema de pagamentos brasileiro desde que ele chegou ao mundo.

. Caiu no gosto. O sistema de pagamento instantâneo reúne 162 milhões de brasileiros — um número que supera a população economicamente ativa, estimada em cerca de 110 milhões.

. Só em outubro, foram realizadas 7,3 bilhões de transações, que movimentaram R$ 3,3 trilhões. Esse volume equivale a cerca de um terço do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

 . O método deve chegar a 7,9 bilhões de transações em dezembro, impulsionado pelas compras de fim de ano.

Sim, mas… o TED (Transferência Eletrônica Disponível) ainda supera o irmão mais novo em termos de valor movimentado, com R$ 3,9 trilhões em outubro. Isso ocorre porque o Pix é gratuito apenas para pessoas físicas, tornando outros métodos mais baratos para empresas.

Ainda causa medo? Em algumas pessoas, sim. A segurança do sistema está no centro do debate, sobretudo depois de invasões que desviaram bilhões de reais.

Um ataque hacker de junho deste ano desviou cerca de R$ 813 milhões de contas usadas por bancos e instituições de pagamentos para gerenciar transferências Pix.

Para evitar novas ocorrências, o BC está criando duas regulamentações para PSTIs (Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação), que foram a porta de entrada dos hackers.

O que vem por aí? O Pix ganhou diferentes formatos desde o lançamento — agendado, por aproximação, por cobrança, saque e troco, automático, entre outros. Estão nos planos:

. Parcelado: o usuário poderá parcelar uma transação.

. Em garantia: permitirá que os recebíveis futuros de Pix sejam usados como garantia em operações de crédito.

. Internacional: será possível enviar e receber valores do exterior. Esse modo, no entanto, está mais distante de virar realidade do que os outros.

Você sabe quem é o “pai do Pix”? Ele saiu do time que criou sistema de pagamentos brasileiro após convite do FMI: é Carlos Eduardo Brandt, que liderou o time que desenvolveu o Pix, e, depois de 23 anos no Banco Central (BC), resolveu há três meses deixar a instituição — e o Brasil. Trocou Brasília por Washington, e vai trabalhar no FMI. (Imagem: divulgação)

Folha Mercado, 17/11/2025

Categoria: Geral


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