A inflação oficial do Brasil perdeu força e ficou em 0,09% em outubro, após avanço de 0,48% em setembro, segundo dados divulgados hoje (11) pelo IBGE. Esse é o menor resultado para o mês desde 1998, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,02%.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,73% no ano e de 4,68% em 12 meses, a primeira vez que o índice fica abaixo de 5% desde janeiro.
A principal influência negativa no mês veio da energia elétrica residencial, com queda de 2,39%, após a troca da bandeira tarifária vermelha patamar 2 pela patamar 1. Também contribuíram para o recuo do índice os preços mais baixos de aparelhos telefônicos (-2,54%) e do seguro voluntário de veículos (-2,13%).
BC sinaliza juros altos por mais tempo e não descarta nova alta da Selic
O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez seguida e reforçou, na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que pretende sustentar esse patamar por um "período bastante prolongado".
O comitê considera que a estratégia é adequada para conter a inflação, ainda acima da meta de 3% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O documento também não descarta uma nova elevação da Selic, caso o cenário se deteriore.
Entre os riscos apontados, estão a desancoragem das expectativas de inflação, a pressão de preços no setor de serviços e medidas econômicas com impacto inflacionário. Por outro lado, fatores como a desaceleração econômica e a queda das commodities podem aliviar os preços. Mesmo assim, o BC avalia que o momento exige cautela.
Agência Brasil, 11/11/2025
