O namoro dos investidores com a renda fixa deve durar mais alguns meses — o que não é uma novidade para quem está de olho no que vem dizendo o Copom (Comitê de Política Monetária) nas últimas reuniões.
O que pode acontecer agora
Parou de subir, mas não deve cair logo. Com a interrupção do ciclo de alta para manter a taxa Selic a 15% ao ano na reunião desta quarta (30), o Copom deu ainda o recado de que pretende manter o patamar atual da taxa básica de juros nas próximas reuniões para examinar os impactos na economia brasileira. A expectativa, por enquanto, é que a taxa só deve começar a cair em 2026.
- O tom do Banco Central segue rígido. Para Matheus Spiess, economista da Empiricus, o BC está "preso" por incertezas fiscais e comerciais e não tem espaço para cortes neste momento. "A inflação continua muito acima da meta, e as expectativas estão desancoradas. O BC prefere manter os juros elevados por mais tempo a fazer um novo choque de aperto agora, o que teria custo elevado", explica.
- Cenário ainda está instável. A analista Laís Costa, também da Empiricus, aponta que o Copom "não retirou a possibilidade de voltar a subir os juros" e destacou a incerteza global como fator adicional. "Continuamos gostando de títulos prefixados, mas o cenário ainda exige cautela", resume.
UOL, 31/07/2025
