Medida busca reduzir ilhas de calor, ampliar a arborização urbana e aumentar a permeabilidade do solo na capital.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sancionou dia 18 a lei que cria o Programa Vagas Verdes, que transforma áreas de estacionamento de veículos em pequenos canteiros vegetados nas vias da cidade.
A proposta havia sido aprovada pela Câmara Municipal em 30 de abril e encaminhada ao Executivo. Com a sanção, a medida passa a valer como lei municipal.
As Vagas Verdes ocupam parte dos espaços de estacionamento nas ruas e têm como objetivo aumentar a infiltração da água da chuva, reduzir a impermeabilização do solo e amenizar os efeitos das ilhas de calor.
Os espaços deverão ser compostos por vegetação nativa, com prioridade para espécies de pequeno porte e arbustivas, podendo incluir árvores e áreas de convivência, como bancos.
A lei prevê prioridade de implantação em regiões mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes e enxurradas, além de áreas com menor cobertura vegetal.
"A lei das Vagas Verdes, agora sancionada, vai permitir trocar asfalto por árvores, áreas verdes e permeáveis, que é uma das coisas mais urgentes de que São Paulo precisa. De quebra, vai melhorar a circulação de pedestres e desestimular o uso de automóveis", celebrou a vereadora Renata Falzoni (PSB), autora do projeto juntamente com Marina Bragante (PSB) e Nabil Bonduki (PT).
Durante a tramitação, uma emenda do Executivo retirou regras que definiam tamanho mínimo dos canteiros e limite de ocupação das quadras. Esses critérios serão definidos posteriormente na regulamentação da lei.
O texto também prevê que moradores poderão solicitar a implantação das Vagas Verdes e colaborar no monitoramento dos espaços.
Saiba o que prevê o programa Vagas Verdes
- Transformar parte das áreas de estacionamento em espaços permeáveis e vegetados;
- Ampliar a infiltração da água da chuva e reduzir a impermeabilização do solo;
- Reduzir os efeitos das ilhas de calor urbanas;
- Ampliar a arborização e a cobertura vegetal da cidade;
- Priorizar o uso de espécies nativas e de pequeno porte;
- Implantação preferencial em áreas mais vulneráveis a eventos climáticos extremos;
- Possibilidade de criação de espaços de convivência, como bancos;
- Participação de moradores na solicitação e monitoramento das áreas.
TV Globo e G1, 19/06/2026
