Parking News

Arenas multiuso transformam estacionamentos em máquina de receita e miram até 2 bi com operações digitais

O setor de estacionamentos em arenas multiuso no Brasil pode atingir até R$ 2 bilhões em faturamento, impulsionado pela digitalização.

Segundo Thiago Piovesan, CEO da Indigo Brasil, a reserva antecipada de vagas e o acesso sem ticket são pilares para aumentar a eficiência e reduzir congestionamentos.

O modelo já apresenta alta adesão, com mais de 92% das operações digitalizadas em estádios como o Mineirão.

As arenas multiuso no Brasil consolidaram o setor de estacionamentos como uma peça-chave na geração de receitas, com projeção de faturamento de até R$ 2 bilhões por meio de operações digitais.

Thiago Piovesan explicou que a digitalização é o pilar central para lidar com picos de demanda que envolvem milhares de veículos em curtos intervalos de tempo. A proposta é antecipar esses movimentos, de modo a garantir maior previsibilidade do fluxo.

A reserva antecipada de vagas e a entrada sem emissão de ticket facilitam o acesso, agilizam a circulação e permitem à gestão da arena dimensionar com mais eficiência toda a estrutura de recursos.

A experiência recente no estádio mineiro demonstrou uma adesão massiva do público ao novo modelo de consumo sem dinheiro físico. O CEO, afirmou que, no último jogo, mais de 92% de todo o tráfego de estacionamento foi realizado por meio da reserva antecipada de vaga. Segundo ele, trata-se de um impacto significativo ter quase 100% da população com o horário de chegada e o local facilitados, o que gera entusiasmo para integrar esse modelo em outras arenas.

“No primeiro trimestre, assumimos o Mineirão e o Serra Dourada, que se juntam à Neo Química Arena, onde já operamos desde 2018. Existe uma expectativa de crescimento bem importante e estamos olhando oportunidades em concessões e gestões que buscam adequar o estacionamento ao DNA de cada local”, disse em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Por fim, o CEO ressaltou que a tecnologia desenvolvida para os estádios possui aplicações em outros complexos de grande porte com fluxos variáveis. “O segredo é transformar vários estacionamentos dentro de um mesmo espaço, adaptando-o à necessidade do momento. Esse projeto começou nos aeroportos em 2025 e agora se expande para arenas e centros de eventos, levando soluções para empreendimentos que lidam com grandes aglomerações”.

Times Brasil, 15/05/2026

Categoria: Geral


Outras matérias da edição


Seja um associado Sindepark