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Estacionamentos de hospitais pela hora da morte (Porto Alegre/RS)

 

Os estacionamentos de boa parte dos hospitais de Porto Alegre estão operando os pacientes, seus amigos e familiares, mas sem anestesia. Um leitor escreveu contando que foi com a filha a um desses estabelecimentos de saúde. Ficou pouco mais de duas horas e pagou R$ 26. O pior é a falta de opção porque, em geral, não há vagas na rua e nem locais alternativos para deixar o carro perto.

O estacionamento deveria ser incluído no cálculo do preço da cobertura médica - algumas mensalidades de convênios são mais baratas do que o valor desembolsado para deixar o carro durante a internação. Dever de justiça ressaltar que alguns hospitais oferecem vantagens para quem está internado e para o acompanhante, mas nem sempre o caso é de internação e há também pais, filhos e amigos próximos que se revezam na companhia ao doente, às vezes durante semanas. Cada vez mais, é vantajoso não usar o carro e se deslocar com a ajuda dos aplicativos. Em breve, a exemplo do que já acontece no Centro e em outros bairros, sobrará bastante espaço também nos hospitais, que poderão usar as áreas hoje destinadas aos estacionamentos para ampliação de seus serviços ao público. Instigado pela aparente miopia dos empreendedores, procurei o presidente do Sindepark-RS.

Francisco Squeff Nora sabe que o movimento nos estacionamentos já vem caindo. Explicou que, paradoxalmente, esse fenômeno provoca um impacto no aumento de preços, já que os custos fixos precisam ser divididos por menos clientes. E os custos são altos: impostos, aluguel, segurança, seguros, folha de pagamentos, além da remuneração dos investidores.

Maior rigor na fiscalização do consumo de álcool e aplicativos de transporte são dois dos fatores que mais impactam na redução da procura. Nora reconhece que o setor está em uma encruzilhada e projeta um caminho para a retomada da sustentabilidade econômica: tecnologia. A automatização dos processos parece ser um caminho inevitável. "Importante ressaltar que os preços praticados hoje não são resultado de ganância, mas de uma realidade complexa de mercado", completa.

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre - 26/04/2019

Categoria: Geral


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