A importância dos estacionamentos na mobilidade urbana

Para especialista, áreas para estacionar são indispensáveis no modelo urbano de São Paulo

 As questões envolvendo mobilidade urbana ficam ainda mais evidentes em tempos de grandes eventos, acompanhados de greves no setor de transportes e várias manifestações pelas ruas. São situações que agravam a delicada engenharia de tráfego de uma grande cidade, como São Paulo e despertam a necessidade de soluções. Preocupado com a situação, o Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo (Sindepark-SP) realizou no dia 11 de junho, um debate com representantes de empresas filiadas à entidade e com o consultor de engenharia de tráfego, Sergio Ejzemberg, para esclarecer os principais pontos sobre a dificuldade de locomoção na metrópole.

 

“A frota de automóveis em São Paulo é de aproximadamente 7,2 milhões, o que significa uma média de 0,62 automóveis por habitante, número que é o dobro do verificado em 2001. No entanto, os problemas de mobilidade custam, por ano, 7,5% do PIB paulistano e 1% do PIB brasileiro”, diz o presidente do Sindepark, Marcelo Gait.

 

Neste sentido, os estacionamentos são considerados culpados pelo trânsito intenso, já que se atribui ao maior número de estabelecimentos o crescimento da frota, fazendo o poder público inibir a criação de novos assim como considerar os que já existem como área subutilizada. No entanto, na visão de Sergio Ejzemberg, a visão de mobilidade baseada na restrição do uso de carro é errada. “Os carros são motores da economia. Se as pessoas ainda usam carro, é porque precisam. Para eliminá-los das ruas, temos que oferecer uma alternativa melhor”, afirma o consultor.

 

O carro ainda são os principais meios de transporte na capital paulista. Um modelo urbano de dispensasse o uso de automóveis, segundo Ejzemberg, seria o adotado em Nova York, onde a cidade concentrada e verticalizada permite aos habitantes se deslocarem a pé ou de metrô, deixando as ruas quase inteiramente para os taxis. Porém, a legislação brasileira impede que ocorra essa verticalização e no mesmo terreno em que se poderia construir um prédio de 30 andares na cidade dos EUA, se pode construir um de apenas 10 andares em São Paulo.

 

Neste contexto, os estacionamentos são de vital importância para atividade do comércio em várias regiões da cidade, evitando o surgimento de zonas decadentes e garantindo a praticidade econômica de diversos endereços. Uma realidade que deve se manter até mesmo quando o transporte público for capaz de suprir todas as necessidades da população. As empresas sérias do setor, que respondem por cerca de 1500 estacionamentos na cidade, são responsáveis por 30 mil empregos diretos.


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